E se eu dissesse que esse tipo de coisa não faz sentido algum, e que jogaria todas as palavras no lixo só pra ver por quanto tempo o passado dura? Vou continuar com sono, vou continuar ficando sem graça à dois, e sem vergonha na cara em público. Vou continuar traçando planos que não vou cumprir, e vou continuar com ideias tremendamente insignificantes pro resto do mundo. E a vida não pára, até parar. Por que pararia eu, viva que sou? Ultimamente tenho visto tantos propósitos grandiosos nos detalhes quase imperceptíveis, que tenho me guardado, me zelado. E algumas verdades são praticamente imutáveis: o travesseiro continua a ser o melhor refúgio, os olhares ainda se baseiam no socialmente adequado, a música parece um sobrevivente desesperado, e a vida prevalece eterna. Sim, infinitamente eterna! Ah!, tem as pessoas que se escondem também. Essas são o que há de mais peculiar. Não vou fazer de conta que nos amamos demais se esquecermos de nos importar uns com os outros. As coisas continuam estranhas, daquele jeito que eu sempre adorei, e com a facilidade de mostrar que os pares não existem. Na verdade, eu diria que nada anterior já esteve tão maravilhoso. A contextualização de todos os sentimentos bons e das angústias, tem estreitado relações com a dignidade. É realmente bom saber o quão medíocre pode ser a visão temporal de quem tem 17. De qualquer forma, dá pra afirmar que nunca houve momento melhor pra tantas e tantas coisas. Já disse o poeta que "tudo vale a pena, se alma não é pequena". Hoje é o dia em que eu consigo definir a felicidade como nunca antes, e também a tristeza. Mas não há quem me convença de que o equilíbrio não é só uma ideia abstrata. Já fui o ser mais feliz do mundo. Mas não fui o mais triste. Percebi meu poder de manipular as lembranças, e tenho usufruído muito disso. A coisa mais surreal que tenho faz parte da minha realidade agora. E só existe uma única certeza. Todo o resto são dúvidas deliciosamente insuportáveis, ou insuportavelmente deliciosas.Como é que se pode deixar de viver com tanta coisa exótica pra sentir e experimentar? Já acertei na mosca por não ter me enfiado em correntes. Agora só me faltam os 'pés de pato' ( porque asas eu também já tenho). E eles estão crescendo! Tem mais uma coisa: a constante presença de uma consciência iluminada faz com que meus olhos míopes brilhem tanto, que a noite deixou de existir e levou embora todos os paradigmas.
A Poesia Dama Nômade
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Uma eterna parte de mim
E se eu dissesse que esse tipo de coisa não faz sentido algum, e que jogaria todas as palavras no lixo só pra ver por quanto tempo o passado dura? Vou continuar com sono, vou continuar ficando sem graça à dois, e sem vergonha na cara em público. Vou continuar traçando planos que não vou cumprir, e vou continuar com ideias tremendamente insignificantes pro resto do mundo. E a vida não pára, até parar. Por que pararia eu, viva que sou? Ultimamente tenho visto tantos propósitos grandiosos nos detalhes quase imperceptíveis, que tenho me guardado, me zelado. E algumas verdades são praticamente imutáveis: o travesseiro continua a ser o melhor refúgio, os olhares ainda se baseiam no socialmente adequado, a música parece um sobrevivente desesperado, e a vida prevalece eterna. Sim, infinitamente eterna! Ah!, tem as pessoas que se escondem também. Essas são o que há de mais peculiar. Não vou fazer de conta que nos amamos demais se esquecermos de nos importar uns com os outros. As coisas continuam estranhas, daquele jeito que eu sempre adorei, e com a facilidade de mostrar que os pares não existem. Na verdade, eu diria que nada anterior já esteve tão maravilhoso. A contextualização de todos os sentimentos bons e das angústias, tem estreitado relações com a dignidade. É realmente bom saber o quão medíocre pode ser a visão temporal de quem tem 17. De qualquer forma, dá pra afirmar que nunca houve momento melhor pra tantas e tantas coisas. Já disse o poeta que "tudo vale a pena, se alma não é pequena". Hoje é o dia em que eu consigo definir a felicidade como nunca antes, e também a tristeza. Mas não há quem me convença de que o equilíbrio não é só uma ideia abstrata. Já fui o ser mais feliz do mundo. Mas não fui o mais triste. Percebi meu poder de manipular as lembranças, e tenho usufruído muito disso. A coisa mais surreal que tenho faz parte da minha realidade agora. E só existe uma única certeza. Todo o resto são dúvidas deliciosamente insuportáveis, ou insuportavelmente deliciosas.Como é que se pode deixar de viver com tanta coisa exótica pra sentir e experimentar? Já acertei na mosca por não ter me enfiado em correntes. Agora só me faltam os 'pés de pato' ( porque asas eu também já tenho). E eles estão crescendo! Tem mais uma coisa: a constante presença de uma consciência iluminada faz com que meus olhos míopes brilhem tanto, que a noite deixou de existir e levou embora todos os paradigmas.
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Primeiro, é ótimo saber que você mantém o blog, é algo muito valioso, e digno de apreço. A febre dos blogs passou, e com ela foram-se as pessoas. Mas o blog é algo superbacana, um registro histórico pessoal, independente dos outros acessarem ou não, é importante para nós mesmos, nosso lugar de expressão (não que seja o principal). E em segundo, você sintetiza muito bem as palavras, poética. E esse mundo é realmente um mistério, e isso é o que há de mais fantástico, aprendemos com cada detalhe, e como já dizia Raul "eu prefiro ser essa metamorfose ambulante...", porque a cada dia mudamos um pouquinho, pode ser para bem ou para mal, porém sempre aprendemos algo. É isso mesmo continue nessa jornada, a beleza do caminho é justamente caminhar.
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