Estar juntos, estamos
Já faz algum tempo
É coisa dessas vidas
Vão passando rápidas
Mas cada uma, devagar.
De que adianta me vir
Com essa ânsia no peito
Se saudade não é partida?
Se de repente pensamos
E pedimos pra juntos ficar
É natural que me coloque
A pensar em nos desenhar
Te abraçando em seguida
Querido. isso é coisa que
A gente é, e também já está.
Só pode esse ser um convite
Então, pra fazer materializar
Estados de alma interagindo
De tamanha partilha na vida
Que nem sei mais se isso
É você quem me diria, ou
Se estou eu de fato a falar.
De todo jeito, esse é um
Dos nossos laços consentidos.
E esse afloramento sincero
Do saber mais que empírico
Nos faz ver com calma aquilo
Que nós fazemos funcionar.
Se desde sempre estava você
Em cada linha crua de amor
Que eu tentava a mais escrever
Em cada caminho e gesto novos
Há sempre mais um pouco
Da nossa essência a dilatar.
A Poesia Dama Nômade
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
sábado, 15 de outubro de 2016
Pedra preciosa
Guarda tua timidez Moça
Que enquanto você faz
Esquecer que existiu
Teu instante de vergonha
Me distrai no teu beijo
E torna mais bonito
Teu significado de ser
Sensível e preciosa.
Se coloca diante de mim
Porque assim você mostra
Como carrega no nome
A tua raridade de essência
Dessas que tem brilho
No jeito de olhar certeiro,
Mesmo no escuro em que nos perdemos.
É que no calor e no som
Eu ainda te vejo.
Me enche da tua atitude
De guardar uma vontade em segredo
Pra eu tentar entender
Como é que se faz pra ser paciente
E escolher ter em silêncio
A sensação de alguém desejar.
Se existir novo beijo, mudará
Qualquer resquício da ideia
De que pode ser melhor
Sua vontade não expressar.
E se me deixar saber
Já é um ato de coragem,
Imagine o significado
Do teu corpo vir o meu guiar.
Direciona tuas retinas
Se aproxima, dilata as pupilas
E eu vou saber te encontrar.
Pra fazer confundir de uma vez
Teu movimento com o meu
E em um embalo de uma dança
Deixar a vontade de estarmos
Assim em sintonia, e em lembrança.
Que enquanto você faz
Esquecer que existiu
Teu instante de vergonha
Me distrai no teu beijo
E torna mais bonito
Teu significado de ser
Sensível e preciosa.
Se coloca diante de mim
Porque assim você mostra
Como carrega no nome
A tua raridade de essência
Dessas que tem brilho
No jeito de olhar certeiro,
Mesmo no escuro em que nos perdemos.
É que no calor e no som
Eu ainda te vejo.
Me enche da tua atitude
De guardar uma vontade em segredo
Pra eu tentar entender
Como é que se faz pra ser paciente
E escolher ter em silêncio
A sensação de alguém desejar.
Se existir novo beijo, mudará
Qualquer resquício da ideia
De que pode ser melhor
Sua vontade não expressar.
E se me deixar saber
Já é um ato de coragem,
Imagine o significado
Do teu corpo vir o meu guiar.
Direciona tuas retinas
Se aproxima, dilata as pupilas
E eu vou saber te encontrar.
Pra fazer confundir de uma vez
Teu movimento com o meu
E em um embalo de uma dança
Deixar a vontade de estarmos
Assim em sintonia, e em lembrança.
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
O que não é o amor
Quando a noção de cuidado se confunde com a de propriedade.
Quando responder a um capricho é uma necessidade maior que um combinado.
Quando é preciso repetir várias vezes que ainda existe um sentimento.
Quando a maior parte do tempo serve pra se machucar.
Quando a vontade de abraçar é pequena nos momentos que parecem bons.
Quando pensar estar em proteção maquiar a verdade de estar sendo controladx.
Quando a primeira vista não mais causar a certeza de que está bem e onde queria.
Quando o contato não for capaz de fazer sentir segurança e confiabilidade.
Quando as expectativas não conseguem mais espaço pra vontade de trocar ao menos um sorriso.
Quando o egoísmo pode superar qualquer atitude impedindo a entrega.
Quando o tempo gasto em reavaliações é maior que o tempo em que se deseja a companhia.
Quando as descobertas sobre si mesmx não incluem disposição pra partilhar o novo.
Quando o carinho e a admiração são substituídos por vazios emocionais.
Quando as coisas não são mais aconchegantes, e sim, verdadeiros desencaixes.
Quando as ideias perdem tanto da afinidade que descobrem a intolerância.
Quando fazer questão de continuar implicar um esforço pra acreditar na ideia de união.
Quando a perseverança se desintegra e prosseguir se resume a teimosia não admitida.
Quando fazer qualquer plano exclui o significado da alegria em cruzar o olhar.
Quando para continuar seguindo, guardar um zelo seja mais pesado que esquecer de lembrar.
Quando o receio de falar é maior que a coragem de agir.
Quando não houver a confiança de que arriscar um vínculo para o seu bem pode ser o melhor.
Quando o sentir não for mais uma das coisas que compõem a sua abstração.
sábado, 8 de outubro de 2016
Com um pincel na mão
Eu vi tuas cores pra aprender
Vi no espelho meu corpo a posar
Eu vi teus pincéis perdidos a ir
Buscando outra tela pra se esbanjar
Observa a gratidão a falar
É obra que nem um deus
Pintaria fácil, mas você pinta
E na tua excitante mudança,
Essas mãos já não querem pintar.
Não faz mal, que é possível
Pra sempre essa captura admirar
De todo olhar que já desprendeu
Você doou pr'um quadro começar
Faz cativar toda a incerteza
Que existe em cada caminho a trilhar
E pode esse peito inflar
Por se abrir, se metamorfosear.
E se fica de novo enlouquecido
Guarda a coleção de tintas novas
Rabisca num papel achado
O que mais pode te assustar
Que na vida é perda de tempo
Não usar um medo pra se encorajar
Deixa rescender a solidão
Porque é nela que vai se segurar
E com prazer fazer emanar
Tudo que é tão seu que já não precisa
E se entrega ao novo que vai criar.
Se um dia, de tanta, te sobrar alegria
Mira alto, joga toda arte pro ar
Faz do mundo tua obra prima
Vê? Está tudo diante de ti a esperar.
Vai distante, pra só voltar
Quando teu último pincel for tão grande
Que uma vida inteira será seu pintar.
Vi no espelho meu corpo a posar
Eu vi teus pincéis perdidos a ir
Buscando outra tela pra se esbanjar
Observa a gratidão a falar
É obra que nem um deus
Pintaria fácil, mas você pinta
E na tua excitante mudança,
Essas mãos já não querem pintar.
Não faz mal, que é possível
Pra sempre essa captura admirar
De todo olhar que já desprendeu
Você doou pr'um quadro começar
Faz cativar toda a incerteza
Que existe em cada caminho a trilhar
E pode esse peito inflar
Por se abrir, se metamorfosear.
E se fica de novo enlouquecido
Guarda a coleção de tintas novas
Rabisca num papel achado
O que mais pode te assustar
Que na vida é perda de tempo
Não usar um medo pra se encorajar
Deixa rescender a solidão
Porque é nela que vai se segurar
E com prazer fazer emanar
Tudo que é tão seu que já não precisa
E se entrega ao novo que vai criar.
Se um dia, de tanta, te sobrar alegria
Mira alto, joga toda arte pro ar
Faz do mundo tua obra prima
Vê? Está tudo diante de ti a esperar.
Vai distante, pra só voltar
Quando teu último pincel for tão grande
Que uma vida inteira será seu pintar.
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