Era preciso tanta calma e discernimento
Pra lidar com quem não fazia cerimônia
Escancarava suas verdades mais imundas
E mesmo se por um instante
Tentaram maquilar as podridões
Não há máscara que prevaleça
A moral nauseante de alguns humanos.
Era calma sim, mesmo no combate
Não postura professoril ou fina
Mas a parcimônia das palavras
A audição moderada, a regra do filtro
De conter somente o que é serventia
Pra não despropositar a alma
E seguir adiante apesar das injúrias.
Era até mais que serenidade
Porque não era mansidão estável
Era uma batalha entre sociais doentes
E revolucionários pacientes e móveis
Que exerciam a indignação saudável.
Esses eram os de ideais nada passivos
E os que menos recuavam diante
Da passividade à toda mudança possível.
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