Ela tinha a esperança
De viver num tempo
Em que não fosse preciso
Ponderar o que é bom
Quando destacado o ruim
Esperava que ainda
Pudesse saber do bem
Não porque soube do mal
Mas que o bem fosse mais
Que fruto de comparação
Queria poder o bem
Mais que não poder o mal
Queria que o que é bom
Assim o fosse, por si só
Mais que diferente do mau
A Poesia Dama Nômade
domingo, 21 de outubro de 2018
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
Quando contar dos dias de hoje
Era preciso tanta calma e discernimento
Pra lidar com quem não fazia cerimônia
Escancarava suas verdades mais imundas
E mesmo se por um instante
Tentaram maquilar as podridões
Não há máscara que prevaleça
A moral nauseante de alguns humanos.
Era calma sim, mesmo no combate
Não postura professoril ou fina
Mas a parcimônia das palavras
A audição moderada, a regra do filtro
De conter somente o que é serventia
Pra não despropositar a alma
E seguir adiante apesar das injúrias.
Era até mais que serenidade
Porque não era mansidão estável
Era uma batalha entre sociais doentes
E revolucionários pacientes e móveis
Que exerciam a indignação saudável.
Esses eram os de ideais nada passivos
E os que menos recuavam diante
Da passividade à toda mudança possível.
Pra lidar com quem não fazia cerimônia
Escancarava suas verdades mais imundas
E mesmo se por um instante
Tentaram maquilar as podridões
Não há máscara que prevaleça
A moral nauseante de alguns humanos.
Era calma sim, mesmo no combate
Não postura professoril ou fina
Mas a parcimônia das palavras
A audição moderada, a regra do filtro
De conter somente o que é serventia
Pra não despropositar a alma
E seguir adiante apesar das injúrias.
Era até mais que serenidade
Porque não era mansidão estável
Era uma batalha entre sociais doentes
E revolucionários pacientes e móveis
Que exerciam a indignação saudável.
Esses eram os de ideais nada passivos
E os que menos recuavam diante
Da passividade à toda mudança possível.
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