segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Com Tato

Vou contar em um conto
Cada vez que me encanto
Contando quem você é

Pra contar quantas vezes
Já contei nossa história
E te cantei com cafuné

Cantarolando verdades
Das mais hilárias cantadas
De quando um de nós quer

Ser canteiro e ser cantiga
Da cor do cultivo no canto
De aconchego, paz e axé

Pra voltar no fim do dia
E encontrar nesse recanto
O gosto do nosso café.






domingo, 5 de fevereiro de 2017

Refletes

Eu me sobressaí dessa ideia
Da zona de conforto que é
Buscar sempre felicidade 
Como se pudesse essa ser um estado
Pleno, de mais que constante almejo,
Sempre que quero seu beijo.
E nesse desejar inquieto
Que só traz conformidade
Ao achar que por ser feliz, 
Já se provou do melhor,
Até parece que todos os dias
Deveriam ser dias de bem.
Não podem, porque fazem
Parte de boa vida também,
Os dias ruins em que trazemos
Aquilo que não queremos.
De que forma romperíamos
O conforto que é esquecer
De quando somos instáveis,
Irreconhecíveis de nós pra nós.
Felicidade é mais que certeza
É ao mesmo tempo escura, na clareza
Não é de prover molde perfeito
Pra da bondade, se romper frieza
Pra do apego, se combater avareza
Pra de amor, se desfazer dureza
Pra além do concreto, resgatar natureza.
Felicidade tem parcela de alegria e tristeza
Na chegada e também na despedida
E envolve já a dor das escolhas,
Faz crescer em nós, a nossa pessoa.
Assim compõe o que vem a se chamar
De conquista, dessa nossa busca em ser
Mais feliz que ontem. 
E acaba por me traduzir
Mais pessoa, mais de mim
Quando me encontro ainda
Pra fora de tudo que sou
Na sinceridade do teu sorrir
E já posso assim ver
Como sou ainda mais 
Que o que eu esperava de mim.