Água, quando tem que ir embora
Correnteza
A gente quando não quer ir chora
De tristeza
Se não pode ficar agora
Deixe a represa
Para abrir a comporta,
Gentileza
Riacho de lágrimas outrora
Forma lagoa beleza
Meandro no rio dá volta
Cachoeira é certeza
Declive em vertentes afora
Escoa surpresa
Mágoas infiltram memória
Aquífero, profundeza
No perdão a recarga mora
À superfície, pureza
Foz deságua então história
Da nascente leveza.