Não insiste se for pesado
Nem se ora é peso ora é leve
Que não lhe cabe à métrica.
Se precisa esforçar-se fica
Mas se a força não vale, sai
Que não lhe cabe à métrica.
Profundeza de experiência
Nem muito funda nem rasa
Que não lhe cabe à métrica.
Tem a abertura do amar
Não espera largura do outro
Que não lhe cabe à métrica.
A extensão dos vazios
Não deixe assustar demais
Que não lhe cabe à métrica.
Solidão como opção, aprende
Se pouco só ou só consigo, basta
Que não lhe cabe à métrica.
Falta demais a aptidão
Sobra prontidão, segue
Que não lhe cabe à métrica.
Ou o mundo todo sob os pés
Ou é passeio do mundo, troca
Que não lhe cabe á métrica.
A mão procura laço de apoio
Encontra insegurança, solta
Que não lhe cabe à métrica.
Moral enlatada em conserva
Ética fruto no pé, colhe
Que não lhe cabe à métrica.
Constrói o desfazer próprio
Que é um e outro e nenhum
E medidas de si não existem.