domingo, 13 de fevereiro de 2022

História da nascente leveza

 Água, quando tem que ir embora

Correnteza


A gente quando não quer ir chora

De tristeza


Se não pode ficar agora

Deixe a represa


Para abrir a comporta,

Gentileza


Riacho de lágrimas outrora

Forma lagoa beleza


Meandro no rio dá volta

Cachoeira é certeza


Declive em vertentes afora

Escoa surpresa


Mágoas infiltram memória

Aquífero, profundeza


No perdão a recarga mora

À superfície, pureza


Foz deságua então história

Da nascente leveza.

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