Ah, fala sério! Pensa se não é pra vivermos dias bons ao invés de dias comuns sempre. Os dias ruins vão acontecer vez ou outra, intercalando-se aos bons. Quando estou de bom humor acredito que nenhum dia comum devia acontecer. Tem tanta coisa interessante, tanta descoberta a se fazer e tanta coisa escrita que ainda não foi lida. Como se precisássemos hoje de uma leitura nova, ou de um assunto novo pra achar que o dia foi melhor... Nunca vamos saber o que é que vai fazer um dia ser especial. Só sabemos que coisas especiais acontecem de vez em quando. Nós é que mudamos nosso conceito de "especialidade", e aí a raridade é comum, e os sonhos banais. Com que audácia vem me dizer que o coração está fraco pra fortes emoções!!! Coração fraqueja quando não sabe por quem vai bater, depois fraqueja quando descobre por quem bate. Fraqueja quando se engana ao achar que esteve fortalecido, e fortalece quando esquece de sentir que fraqueja. Que venha a emoção abalar a razão, o raciocínio. Porque o coração, esse já se abala sozinho, se frustra, se alegra, se desentende. Sorri. E só ri. Ri todo dia. Num dia o sorriso da alegria, noutro aquele sorriso amarelo, sem graça. E todo dia acaba por saber sozinho quantas emoções vivemos, e quantas poderíamos ter vivido. Entre viver e não saber o que deixamos de viver, prefiro a moleza do coração, e a rigidez que ora me falta à razão, ora me sobra, transborda, escorre pelas palavras que eu não digo, me fazendo trancar o coração. Não vou confiar no meu coração. Se confiança vem de uma aceitação deliberada de confiar que nem sempre percebemos, é melhor que com a razão eu escolha não confiar, pra que minha inconsciência confie nele sem que eu saiba, e eu não me importe com as emoções que possam me parecer fortes demais.
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