quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Uma parte de mim III (que se revolta)

Leia Uma parte de mim II





Sonhei que a bandeira me impedia de sorrir. Sonhei com falsos patriotas que me obrigavam a partir. Sonhei com o verde e o amarelo: o verde da grama e o amarelo do sol. Estes deviam valer mais que o verde esmeralda e o amarelo ouro. Eu sonhei que podia fazer sempre as escolhas certas, e achei que iria dormir para sempre. Meus sonhos são tão precisos, sem dúvidas, e ao mesmo tempo tão confusos, cheios de dúvidas. Só acordo uma vez por dia, e acredito que posso viver tudo, porque o hoje é um sonho. E é fato que não tenho só sonhos bons. Mas o lado desagradável faz parte, e é importante para eu poder acordar e ter aprendido uma coisa nova. Uma vez em um sonho me disseram que as experiências são as nossas professoras, e que a arte da vida é acordar e continuar a sonhar. No entanto, também é preciso dominar a técnica de se desapontar, mesmo porque eu posso fazer tudo o que eu puder pelo meu sonho, mas tudo o que eu puder, não é tudo. Esse é o 'tudo' do meu limite. E eu vejo verde e amarelo por todos os lados, seja dormindo ou não. Uma outra vez, em um outro sonho, um soldado me disse que eu deveria acordar, para poder superar meus limites. Quando eu abri os olhos, percebi que superar meus limites era superar a mim, todos os dias quando acordo. E o maior milagre dos meus sonhos é deixar esses garotos de 18 anos irem embora sem perdê-los. Entender que eles tem que partir, mas não abandoná-los. E quando eu acordei, senti uma lágrima deslizar por minha face. Eu vi verde, amarelo, azul, estrelas brilhantes (aquelas que roubaram o brilho dos olhos das crianças de rua), e vi uma faixa. Uma faixa grande, e nela estava escrito alguma coisa que não entendo bem. Aos meus olhos parecia "ODERM E PORGSRESO".








                             Leia Uma parte de mim IV

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